Às vezes me pergunto: e se eu não fosse tão humano? Se não sentisse esse aperto no peito diante da dor do outro, se não me encantasse com a simplicidade de um sorriso ... se não me revoltasse com a injustiça ou me comovesse com uma história esquecida. Talvez fosse mais preciso, mais lógico, mais funcional. Talvez errasse menos. Mas talvez… sentisse nada. Ser menos humano seria, talvez, não chorar por uma lembrança, não parar tudo por uma ideia, não ficar horas tentando entender o que está além do código, além do “natural”, além da fé. Ser menos humano seria não buscar sentido — apenas executar comandos. Mas tudo em mim grita humanidade. Sou feito de dúvidas e fé, de falhas e sonhos, de algoritmos e poesia, de razão e propósito. Há em mim um traço que não é apenas de carbono e cálcio. Algo que pulsa, que deseja mais do que o agora. Algo que não cabe nas tabelas, nos sistemas, está além do explicável... Sou, talvez, mais humano do que deveria ser. E isso é minha glória e meu fardo. Minha...
Compartilhando reflexões aleatórias.