Não era criminosa, não havia cometido nenhum mal. Era só uma menina, arrancada de sua casa, separada da mãe, agredida, humilhada… e, por fim, assassinada. Seu nome era Czesława Kwoka. Sua foto foi tirada por outro prisioneiro, pouco antes de sua morte em Auschwitz. Seus olhos não são só olhos — são um grito congelado no tempo, um espelho da dor inocente. Hoje, tantos povos ainda vivem sob bombas, cercas, ideologias que matam — silenciosamente ou não. E eu me pergunto: Que espécie é essa, que consegue olhar nos olhos de uma criança e ainda assim escolher o ódio? Não, um animal irracional não faria isso. Esse tipo de maldade é exclusividade humana. Só o ser humano é capaz de negar sua própria humanidade. Que o olhar de Czesława nos incomode. Que ele nos acorde. Que nos impeça de sermos cúmplices, ainda que pelo silêncio. “Ela estava em choque, não entendia o que diziam. Chorava. Uma guarda bateu nela por não se posicionar corretamente. Depois da foto, ela desapareceu. Nunca mais a ...
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